segunda-feira, 8 de agosto de 2011

SENSO COMUM TIPOS

Tipos de senso comum – Aula - 3




Imediatista

O senso comum se caracteriza por ser extremamente simplista e apresenta respostas e reflexões mais imediatas, ou seja, muitas vezes não é fruto de uma reflexão mais cuidadosa. Não se preocupa em definir nada muito bem não tem, portanto, preocupação com as palavras que emprega.

Superficial É uma forma de conhecimento que se conforma com a aparência. Muitas vezes usa frases como: “porque vi”, “porque senti”, “porque disseram”, “porque todo mundo diz” etc. Ou seja, em geral não procura ir além de uma primeira explicação.



Acrítico Como ele é superficial e aceita a primeira explicação, é também acrítico, pois não estabelece uma visão aprofundada do que vê, não questiona o que é dito.

Cheio de sentimentos A visão da realidade das pessoas é marcada excessivamente pelas emoções, o que explica por que, em determinadas situações, elas agem de forma irracional, sem nenhuma objetividade. Por sua vez, o conhecimento do senso comum é muitas vezes repleto de emoções, já que se baseia na primeira impressão que as pessoas têm a respeito da realidade.

Cheio de preconceitos O senso comum pode ser repleto de preconceitos. O preconceito é um pré-conceituar, ou seja, é a atitude de achar que já se sabe algo sem conhecê-lo de verdade, pois usa explicações prontas que estão repletas de juízos de valor. Portanto, a atitude preconceituosa em relação à realidade e a tudo o que a cerca é aquela da pessoa que julga sem conhecer, com base no que acredita ser ou que deva ser.



2. A Sociologia é uma ciência e não se faz ciência baseando-se no senso comum. Toda construção científica é um lento processo de afastamento do senso comum, marcado pela superficialidade, pelo preconceito, pelos sentimentos e pelos juízos de valor. Embora as pré-noções sobre a realidade – repletas de conhecimento do senso comum sejam uma forma válida de pensamento, a ciência se constrói com um cuidado metodológico que, ao olhar a realidade, procura se afastar dos juízos de valor típicos do senso comum.









faTOS SOCIAIS

Aula 2 – Emilie Durkheim


“ O coração tem uma função, os rins outra função os pulmões outra e assim sucessivamente. Porém todos tem um só objetivo: Funcionamento do Corpo.

Na Sociedade cada individuo tem sua função particular, porém todos tem um só objetivo: Funcionamento da Sociedade como relacionamento do bem comum, social, político, de sobrevivência, união etc.”

Durkheim formulou as primeiras orientações para a Sociologia e demonstrou que os fatos sociais têm características próprias, que os distinguem dos que são estudados pelas outras ciências. Para ele, a Sociologia é o estudo dos Fatos Sociais.

Fatos Sociais

Um exemplo simples nos ajuda a entender o conceito de fato social, segundo Durkheim. Se um aluno chegasse a escola vestido com roupa de praia, certamente ficaria numa situação muito desconfortável: os colegas riram dele, o professor lhe daria uma enorme bronca e provavelmente o diretor o mandaria de volta para por uma roupa adequada.

Existe um modo de vestir que é comum, que todos seguem. Isso não é estabelecido pelo individuo. Quando ele entrou no grupo, já existia tal norma, e, quando ele sair, a norma provavelmente permanecerá. Quer a pessoa goste, quer não, vê-se obrigada a seguir o costume geral. Se não o seguir, sofrerá uma punição. O modo de vestir é um Fato Social. São fatos sociais também a língua, o sistema monetário, a religião, as leis e uma infinidade de outros fenômenos do mesmo tipo.

Para Durkheim, os fatos sociais são o modo de pensar, sentir e agir de um grupo social. Embora os fatos sociais são o modo de pensar, sentir e agir de um grupo social. Embora os fatos sociais sejam exteriores, eles são introjetados pelo individuo e exercem sobre ele um poder coercitivo. Resumindo, podemos dizer que os fatos sociais têm as seguintes características:

Generalidade – o fato social é comum aos membros de um grupo;

Exterioridade – o fato social é externo ao individuo, existe independentemente de sua vontade;

Coercitividade – os indivíduos se sentem obrigados a seguir o comportamento estabelecido.

Em virtude dessas características, para Durkheim os fatos sociais podem ser estudados objetivamente, como “coisas”. Da mesma maneira que a Biologia e a Física estudam os fatos da natureza, a Sociologia pode fazer o mesmo como os fatos sociais.

Obras de Durkheim – A divisão do trabalho social, As Regras do Método Sociológico e O Suicídio.

sábado, 4 de junho de 2011

"Qualis homo est ille qui orbem terrarum meliorem non facit?"

"Que homem é o homem que não torna o mundo melhor?"
Sim porque se és um homem filho imagem de um ser supremo deves demonstrar porque vieste - honestidade, justiça, bom-senso, algo deveis de supremo demonstrar.
Acabou a bondade o justo é motivo de bobagem, e este é o mundo real.
Reflita onde iremos parar? se já não paramos.....

quinta-feira, 2 de junho de 2011

ainda sobre partenogenes

Indivíduos reproduzem-se quando geram descendentes, sendo este um processo inerente aos seres vivos. Esta nova geração pode ser geneticamente idêntica ao organismo que a originou, ou apenas semelhante. No primeiro caso, trata-se da reprodução assexuada, na qual não há troca de gametas entre indivíduos. Já no segundo, existe tal troca, com gametas oriundos de um mesmo indivíduo (autofecundação); ou diferentes (fecundação cruzada).

Existem algumas modalidades reprodutivas que fogem um pouco à regra do que costumamos associar a estes conceitos. Uma destas são os clones, estes que podem ser o resultado de procedimentos laboratoriais, ou não, como é o caso da fissão binária de bactérias, na qual uma pré-existente origina duas novas, idênticas entre si. No caso da conjugação, típica de organismos unicelulares e algas filamentosas, há troca de material genético dos núcleos de células de algas distintas.

Há também um caso interessante denominado metagênese, típico de cnidários e plantas sem sementes, onde ora um mesmo organismo reproduz-se assexuadamente, ora sexuadamente. Já na neotenia, indivíduos larvais de determinadas espécies, como a axolote, em face de fatores ambientais ou genéticos apresentam-se com capacidade reprodutiva.

Um caso um pouco menos conhecido de reprodução especial é a partenogênese, que consiste no desenvolvimento do embrião a partir de óvulos não fecundados. É o caso dos zangões, algumas borboletas e pulgões. Indivíduos larvários, quando dão origem a novas larvas por partenogênese ou por células não reprodutivas, estão praticando a pedogênese, evento que pode ser visualizado Fasciola hepatica e Schistosoma mansoni.

Para finalizar, temos a poliembrionia e a poliovulação. A primeira consiste no nascimento de dois ou mais indivíduos idênticos, sendo estes, necessariamente, do mesmo sexo; e a segunda, quando há a liberação e fecundação de mais de um óvulo em uma mesma gestação, dando origem a indivíduos semelhantes. 

sobre partenogenes

A reprodução assexuada consiste na maneira mais simples de um indivíduo dar origem a outro. Nesse tipo de reprodução, a geração seguinte adquire as mesmas características que seus parentais possuem, uma vez que recebem cópias iguais do DNA, ou seja, são clones. Nesta, não há encontro de gametas e tampouco, fecundação.

Esse processo é mais comum em organismos mais simples, como bactérias, protozoários, fungos, algas e determinadas plantas e animais. Estes indivíduos podem, também, reproduzirem-se de forma sexuada.

São cinco os processos mais conhecidos de reprodução assexuada:

1) Divisão binária: conhecido, também, por cissiparidade ou bipartição, este processo consiste na divisão de uma célula em duas células-filhas. Exemplo: bactérias.

2) Esporulação: reprodução por meio de esporos, célula especializada que é liberada, e um novo indivíduo se desenvolve quando as condições ambientais são favoráveis. Exemplos: briófitas e fungos.

3) Brotamento (ou gemiparidade): processo no qual o corpo do indivíduo desenvolve brotos que, ao se separarem, assumem uma vida independente. Processo parecido é a estaquia, ou propagação vegetativa, que consiste na propagação de uma nova planta por meio de estacas, folhas ou outras estruturas de uma planta pré-existente. Exemplos: hidra e violeta, respectivamente.

4) Fragmentação: fragmentos que se separam do corpo do indivíduo, regeneram-se e dão origem a novos seres, idênticos. Exemplo: planária.

5) Partenogênese: desenvolvimento do gameta feminino sem que este tenha sido fecundado. Exemplo: zangão. 
por mariana araguaia
graduada em biologia

ovulos sem fecundação formam o zangão sem fecundação

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ética,religião e filosofia - questionando as ciências e as tecnologias

Ética, religião e filosofia – questionando as ciências e as tecnologias.


O sêmen de Israel, como utilizá-lo e a favor de quem?

Em fevereiro de 2011 publicada pela folha de são Paulo a noticia de que os pais de um israelense tiveram a posse do sêmen de seu filho com o desejo de fecunda-lo para que seja possível o nascimento de um neto já que seu filho viera a falecer e teve como um de seus últimos desejos darem-lhes um neto (ele era doador de órgãos ).

Os pais já escolheram uma mulher para que seja feito a fecundação artificialmente e esta seja a mãe da criança.

A ética aqui seria representada pelas leis do país em questão, onde se leva em consideração muitas vezes o que não pode ofender nem afetar comportamentos da sociedade tanto tradicionais quanto contemporâneos ( segundo Karl Marx: as ciências não param, se permitirmos elas são capazes de cancelar as próprias leis).

Segundo Immanuel Kant nenhum homem pode servir de meio. Cada ser humano deve ser visto como tendo um fim em si mesmo. Assim, os desejosos de serem avós não estariam moralmente corretos uma vez que, buscando ter um neto, estariam usando do filho falecido como um meio para benefício próprio. Claro que os kantianos seriam sensíveis ao argumento de que o filho assim queria (acreditando que os pais não iriam mentir a respeito de tal desejo do filho). Mas os kantianos não poderiam ceder, uma vez que outra pessoa estaria sendo usada como meio: uma mulher, até então estranha à história, apareceria em cena. Mesmo que não fosse o caso de uma “barriga de aluguel” e, sim, de uma moça desejosa de se integrar à família, ainda assim os kantianos torceriam o nariz. Pois uma terceira pessoa estaria sendo usada: o próprio neto que iria nascer. Ele nasceria para ser amado, como qualquer criança, mas nasceria já sem pai por uma decisão que, no limite, poderia ser, sim, o de servir como meio. Afinal, com a concordância ou não do filho, os pais não estariam deixando de usar da criança, o neto, para suprir uma carência só deles.

A religião é tida como algo tradicional e muitas vezes um sinal de falsa liberdade, porém no sentido de ser aquela que tolera (já visto na aula anterior), parece prudente, correto, porém é muitas vezes egoísta e sem percepção do bem para todos.

O hedonismo envolvido diria para bater o martelo: não há perdas, só ganhos de prazer para todos, então, nessa situação de maximização da felicidade, a decisão moral deveria ser favorável à fecundação.

Por fim temos a filosofia, trazendo o desejo junto a si de se obter a mais pura verdade e aos olhos de alguns filósofos modernos e contemporâneos – liberdade traz a verdade, pois somente com esta serei capaz de me concentrar sem vícios das leis e fanatismos das religiões. Analise o caso e escreva sua opinião- a respeito de sua escolha.

sábado, 21 de maio de 2011

TODOS SÃO BONS

Mesmo quando um pai tenha sido mal devemos retirar a lição de que esta maldade não deve se repetir pelas nossas atitudes.
Assim mesmo um pai ou uma mãe que tenha sido mal, deixa sempre a informação de como não proceder, se foi boa suas atitudes sempre guardamos e transmitimos, se for ruim, guardamos do mesmo jeito porém não a praticamos.
Esta é a diferença das coisas boas e ruins: guardamos as duas porém só transmitimos a boa e a ruim informamos como uma lição de como não fazer.
Uma pessoa boa quando bem tratada se torna melhor e se for maltrada transforma em conhecimento aquele funesto acontecimento. Por outro lado uma pessoa ruim se tratada bem se torna pior pois interpreta os bons gestos que lhe atribuiram como fraqueza do outro que lhe tratou bem. Mesmo assim somos todos bons apenas a nossa ignorancia e arrogancia nos torna vizinhos da maldade mas nunca maldosos.

prof Juliano com amor a humanidade e a sabedoria